quinta-feira, abril 19, 2007
A Arte do povo
Miguel Ângelo na Capela Sistina
Picasso na tragédia de Guernica
O tríptico de Bosch no Jardim das Delícias
A Sesta de van Gogh
(como se roubado à Planície do Alentejo)
Da Vinci e a Mona Lisa
Todas as mulheres de Miró
E as Papoilas de Monet
Instantes sublimes de uma Arte frugal:
Messi, igual a Maradona
Rasgando a relva
Pincel impregnado de inspiração
Cinco telas ultrapassadas
Quadro completo,
momento supremo
O orgasmo do golo
Escrever, escrever, escrever
"Escrever, escrever, escrever. É uma ideia que me martela a cabeça", diria o saudoso mestre Pedro Ferro. Ando empenhado noutras escritas. Daí os serões no Largo sairem prejudicados.
Agradeço as vossas visitas e os telefonemas, mas de momento ando noutra.
Apesar de tudo, não abandono os Almendres.
Aqui, o sol cai agora por detrás do cerro impregnado de sobreiros. O céu imenso, à noite carregado de estrelas, adornado ao som do regato entrecortado pelos cantos da passarada nocturna é fonte inspiratória. Não quero perdê-la.
Ando por aqui.
segunda-feira, março 12, 2007
Heróis da mudança

Não tive, ainda, oportunidade de ver o filme. Não vou perdê-lo.
Um concerto dos Heróis era um acto de puro espectáculo. Cénico. Estético. Musical. Era teatro. Representação de alto nível. Do guarda-roupa ao cenário. O êxtase chegou com o hino ao “Amor”, provavelmente o primeiro grande hit da pop em Portugal.
A moda agora é olhar para os eigthies como a década da criação, da revolução cultural, ideológica. Mudança radical dos costumes. Até dos usos.
Os Heróis do Mar simbolizam essa real alteração “climática” no país.
E mostra que os Heróis do Mar podem ainda quebrar barreiras.
“O Assunto é…”

Subiu a passo largo os degraus azuis do Sanches de Miranda. Sentou-se a meu lado. Era dia de bola. Os seus olhos claros, brilhantes, já vinham de baixo dirigindo-me o longo e habitual cumprimento. Estendeu-me efusivamente a mão. Soltou um “brasileiro dum cabrão”, a única frase soada em português perfeito. Sem sotaque. Anos antes confessara-lhe ser esse o meu sentimento quando o via entrar estúdio adentro. E lhe dizia “fala devagar senão não te percebo”.
Nessa tarde de domingo, na bancada, antecedendo um qualquer jogo do Juventude, ofereceu-me um livro. O Seu livro. “Sua Excelência o Futebol, Excrecência”. Vinha autografado. Para mim. Um olhar profundo sobre a realidade do futebol mundial.
No raiar dos anos 90, crise de contratos, despedido de um clube qualquer, chegou à rádio. Sem qualquer experiência. Fui os seus olhos na descoberta da “menina”. Ao contrário de mim, ele nunca mais a largou.
Nos estúdios da então denominada TSF Alentejo, mais tarde Diana FM, passámos horas à conversa. “O Assunto é Futebol”. Ele era uma verdadeira enciclopédia futebolística. Ninguém me ensinou mais sobre futebol. O título desta crónica identificava as nossas gravações na rádio.
Bebemos copos. Falámos muito. Contou-me histórias. Sobre a carreira, curta, de futebolista no Brasil – não recordo o clube. Verdadeira estrela precocemente apagada por irreversível lesão num joelho. O primeiro dia em Évora, trazido pelo empresário, Cié, que homenageou no baptismo do primeiro filho. O primeiro contrato com o Lusitano…
Um largo interregno. Pensei num regresso definitivo ao Brasil. Esteve, afinal, nos Estados Unidos onde montou uma “clínica” sobre futebol.
E voltou de novo à Évora da sua paixão. Voltámos a cruzar-nos. Até há dois ou três anos. Talvez menos, não recordo.
Dele, lembro-me bem. Tez escura. Carapinha curta. Olhos brilhantes. Sempre brilhantes. Ternos. Mas de olhar matreiro! Sorriso amigo. Disparava palavras. Rápidas. Metralhadas. Com sotaque. Quase imperceptíveis.
As pernas arcadas davam-lhe o ar de estrela da bola.
Não há coincidências...
Manhã de sábado. Depois de uma semana em Lisboa, levanto-me cedo para respirar Alentejo. Parto para o campo. Inacreditavelmente, levo, debaixo do braço, uma bola de futebol. Há quatro anos que não jogo futebol. Só nos sonhos salto para o estádio e brinco com a bola. Este sábado é diferente. Passo a manhã sozinho. A jogar à bola. Sei lá porquê.
Dou toques. Simulo jogadas. Finto Canavaro. Dou baile a Cristiano. Marco um golo. Dois. “Hat-trick”. Sozinho. Eu sozinho… sou a equipa da vitória. Dos aplausos. Saio do estádio em ombros. A multidão grita. O meu nome ecoa pelo estádio imaginário.
Manhã de segunda feira. Na redacção procuro avidamente as novidades da terra. Instrumento de trabalho obrigatório, chego ao Notícias Alentejo. O choque: “Morreu Leonildo Vilanova”. Um olhar de espanto. Um esgar de dor. Pontapé fundo no estômago.
A notícia, crua, relata uma “doença prolongada”. Diz que morreu no sábado… no Brasil. Não consigo segurar as lágrimas.
Não há mesmo coincidências. Nunca acreditei nelas. Sei hoje, segunda-feira, que no sábado não joguei sozinho. Fiz o último jogo ao lado de Leonildo Vilanova.
Camarada: um dia, na rádio dos sonhos, voltaremos ao éter para fazer a jogada da vitória. Gostava de te ver, amigo… Saravá!
domingo, março 11, 2007
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Tráficos: da Moderna à Independente
Tráfico de diamantes, fraude fiscal e falsificação de assinaturas e de documentos na Universidade Independente (UNI), em Lisboa, estão a ser ...
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Folha Branca
sábado, fevereiro 17, 2007
Músicas
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Terra dos sonhos
Bom fim de semana, na "terra dos sonhos".
Anna Domino - Land of My Dreams
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Geração supermercado
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Obra(s) prima(s)

Cachas? Só no You Tube
Notícia: YouTube: Leonor Beleza apela ao «não» e dá a cara num vídeo colocado no YouTube e no «site» de Marcelo Rebelo de Sousa... (Portugal Diário, 08/02/2007)
Pergunta: Estaremos a ser ultrapassados? Porque escolhe uma figura pública aquele formato para divulgar uma posição? Porque sai integral, sem tratamento editorial? Qual o papel que fica reservado ao jornalista? Será preocupação demasiada e sem sentido?
Penso que o futuro passa por este tipo de formatos onde não existe moderção do jornalista. É certo que Leonor Beleza socorreu-se do site de Rebelo de Sousa sabendo que é muito visitado.
Mas, sem a divulgação dos órgãos de informação, saber-se-ia algo da mensagem de Beleza?
Que acham disto?
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
INEM empata
Só não há quem as conte. As denuncie. Com coragem.
Andamos a morrer às mãos da contenção de despesas do 112!
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Ferida de morte
Grandes abortos
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Documentários sobre o Alentejo
Emissões experimentais no Largo

Em breve poderemos ouvir alguns dos sons que, por variadíssimas razões, não entram nas notícias. Pequenas peças e tudo o que entretanto me vier à cabeça.
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
A verdade e o castigo
quarta-feira, janeiro 31, 2007
"Nós, os bêbedos"
Txt de Paulo Barriga
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Obreiros do futuro
