quinta-feira, fevereiro 01, 2007

A verdade e o castigo

Notícia: Manuel Pinho voltou a causar um monumental embaraço ao Governo português. Ao afirmar no Fórum de Cooperação Económica e Empresarial Portugal/China, com que José Sócrates ontem iniciou a visita oficial àquele país asiático, que uma das cinco razões para os empresários chineses investirem no nosso país era a mão-de-obra barata, o ministro da Economia colocou os sindicatos e a Esquerda em sintonia num coro de protestos em Lisboa que ecoaram em Pequim e marcaram o primeiro dia da viagem. (in Correio da Manhã)
Reacção: O ministro já veio dizer que houve aproveitamento político e exagero por parte da oposição.
 
Dois pensamentos:
 
1º - Cada vez que Manuel Pinho abre a boca, nunca se sabe que asneira vai sair. São já uma boa colecção delas. O homem não tem emenda. Por isso, Sócrates poderia fazer o aproveitamento da situação para mostrar a porta de saída ao ministro.
 
2º pensamento - Afinal, não diz o ditado que "quem fala verdade não merece castigo"?

quarta-feira, janeiro 31, 2007

"Nós, os bêbedos"

Nunca achei piada aos Sampaio. Devo confessar aqui - local quase só reservado à legião das amizades - que o Sampaio Presidente sempre me causou irritação epidérmica. Muito mais os seus discursos. Pior quando tinha de trabalhar sobre eles. Felizmente, acentuo eu, já não precisamos mais de levar com ele. Com mais dez anos de mandato como Presidente da República, Sampaio chegaria, por certo, às portas do retorno da Monarquia.

Pior ainda que o Sampaio Jorge, é o Sampaio Daniel. Ora aí está personagem pela qual nunca nutri qualquer simpatia. Nunca gostei do seu discurso. Proibi-me de ler os seus livros às páginas madrugadoras de "Inventem-se novos pais".
Só que esta ideia estava muito bem guardada, cá no fundo, porque sempre que me atrevia a expressar a minha opinião sobre o psiquiatra Sampaio, logo um coro se levantava contra mim.

Agora, meus amigos, como dizia a minha avó, estou "de cavalo". Com o Sampaio Presidente arrumado, o Sampaio psiquiatra, acaba de assinar com letra bem legível o documento que o vota ao ostracismo cá pró lado dos Almendres. Para que me compreendam, deixo-vos extracto do texto publicado por Paulo Barriga no Correio Alentejo com respectivo link para leitura completa.
Já agora, vai um tinto?

Txt de Paulo Barriga
"Nós, os bêbedos. Daniel Sampaio, pessoa que escreve livros ligeiros sobre assuntos pesados, é um tipo notável. O irmão do nosso ex. é uma pessoas que se tem em muito boa conta, muito atenta, e que escreve coisas muito sérias sobre o comportamento das pessoas, sobre a vida em família, sobre os tempos que correm, sobre a sociedade em que vivemos, sobre a educação das crianças, sobre a influência do meio físico e social na formação da personalidade... enfim, é uma Margarida Rebelo Pinto com algum requinte e, certamente, menos pêlos louros. Algumas pessoas compram os livros ligeiros de Daniel Sampaio. E há até quem seja reincidente em tal descuido. O conselho que aqui se deixa vai no sentido de se utilizar tais objectos com algum cuidado e seguindo as mais elementares normas de segurança próprias ao manuseamento de produtos tóxicos. Na última obra de Sampaio – que um amigo me fez chegar em fotocópia – debruça-se o autor, entre outras profundas superficialidades, sobre o consumo de álcool na adolescência e sobre a influência por mimetismo que os jovens decalcam no comportamento dos pais. Observa o “cientista” que existem, por igual, factores de ordem genética e cultural que explicam o abuso de álcool, mas que é o exemplo que se dá em casa que mais contribui para as bebedeiras precoces que os adolescentes gostam de apanhar entre amigos.E dá uma sugestão aos incultos progenitores indígenas: “devem, por isso, não beber ou beber com moderação, nunca surgindo embriagados junto dos filhos”. No entanto, não se esquece o sóbrio Sampaio e até compreende, que existem hábitos culturais muito enraizados que são difíceis de apagar: “É difícil dizer a um alentejano que seja abstémio, mas é crucial esclarecê-lo de que deve beber pouco, sobretudo se já tem descendentes”. Vem a bela pérola da psiquiatria de pechisbeque nas páginas 191 e 192 do último livro do salvador, intitulado Lavrar o Mar.Sampaio, ao que se depreende das suas doutas palavras, está em missão ou em vias de querer missionar o Alentejo no sentido de esclarecer esta gente bárbara para não beber à frente dos filhos. Preconceituoso embora persistente, o bom do Daniel conhece as dificuldades inerentes a uma empresa desta envergadura: é muito difícil convencer um alentejano a não se embebedar todos os dias. O investigador tem, por conseguinte, trabalho de campo adiantado e já concluiu coisas importantes: a) todos os alentejanos são bêbedos; b) embebedam-se à frente dos filhos; c) tem maus fígados, pelo que não é fácil convencê-lo a deixar de beber sem se correrem riscos de ordem física ou outros. E esse é também a sugestão que aqui lhe deixamos com muita intensidade e alguma pena: deixe de beber, senhor doutor, vai ver que as ideias lhe saem menos toldadas, menos arbitrárias, menos limitadas. Até lá, as pessoas deviam de ser salvas de ler os seus livros, pelo menos os alentejanos que, pelos vistos, não lhe merecem uma pinguinha de respeito."

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Obreiros do futuro

Uma gélida manhã na planície. Sábado 27 de Janeiro.
Sócrates apresenta os vectores do que apelida "o futuro" do Baixo Alentejo.
Fala de Alqueva, Aeroporto de Beja, porto de Sines, IP8, IP2 e blá,blá, blá.

Os engenheiros de Alqueva, numa foto tirada por António Carrapato, e publicada no Cá do Alentejo, esperavam o primeiro.
Legenda da Foto: Sem esta equipa, Sócrates nunca apresentaria qualquer obra.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Natal

Experimentem fazer como este Pai Natal: Bebam um tintinho alentejano e depois leiam esta pérola do Pessoa. E será o vosso melhor Natal de sempre.

Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.

Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho frio e Natal não.

Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.

Fernando Pessoa

terça-feira, dezembro 12, 2006

Uma vida normal



Se eu percebesse de cinema, chegava aqui e atirava com propriedade que Joaquim Leitão é o realizador de “Uma Vida Normal”, filme que já vi há uma boa quantidade de anos e do qual só me lembro – não querendo, nem por sombras, desprestigiar a obra - pelo facto de numa passagem aparecer um dos personagens a ligar o rádio, sintonizado na TSF, onde uma pivot das notícias anuncia o meu nome com todas as letras “Paulo Nobre” em reportagem num incêndio qualquer ocorrido há pelo menos 850 anos.
Portanto, se me enganar no nome do realizador, desculpem-lá-qualquer-coisinha-que-não-foi-com-intenção. Até porque nem estou aqui para falar do filme. Apenas me interessa o título: “Uma Vida Normal”.

Devo dizer que só tenho uma vida normal há prái três anos, coisa assim, porque isto dos filhos obriga a sacrifícios tais que o meu avô se fosse vivo e me ouvisse dizer isto, lá do alto da sua experiência de 15 herdeiros, haveria de rebolar-se no chão a rir, para além de me retirar da lista dos entes a quem entregar os bens na hora da morte.

Há largos anos, muito antes de iniciar o curso de Vadiagem, variante Vinhos e Petiscos, mestrado na UNICER e doutoramento sobre Cereais e Frutos Aplicados no Fabrico de Matéria Cervejante concluído em Estrasburgo na famosa Académie de la Bière, há largos anos, dizia, que tinha optado por passar pela cama um máximo de quatro horas – cinco nas melhores noites. Sempre achei que a grande hora de deitar se situava entre as seis e meia e as sete… da manhã. Achei sempre que deveria haver um decreto que justamente decretasse proibição de acordar e levantar da cama antes do meio-dia.

Andei tantos anos pressionado para mudar de vida que só senti algum reconforto quando um dia acordei num quarto de hotel em Dublin, abri uma revista do Expresso que levara de Portugal quase quinze dias antes e me deleitei com uma entrevista do ministro das Finanças, à altura, Sousa Franco. Com a propriedade de um ministro, dizia que “um homem nunca deveria levantar-se antes do meio-dia” de modo a que tivesse um bom aproveitamento da noite, e fazia umas tantas considerações sobre a forma de arrumar um escritório: depositando papéis no chão, em pequenos montes, separados por meses. “Pode levar tempo a consultar, mas sabemos que está lá”, afirmava com palavras de homem sério, que valem mais que as de ministro.

Uma luz de esperança acendeu-se na minha alma. Finalmente alguém com sucesso na vida - que até era ministro e logo das Finanças – partilhava as minhas opiniões sobre arrumação e leis sobre “get up in the morning” - uma discussão que anda arredada da sociedade portuguesa. Logo depois pensei, algo horrorizado, aterrorizado até: “Se não me ponho a pau, ainda chego a ministro! Vá de retro!” – e bati três vezes na madeira da cama.

Bom, mas, fiquei tão estimulado por haver um ministro a pensar como eu que comemorei da melhor maneira, estando longe de pensar que da comemoração haveria de sair o mal de que agora me queixo: uma filha. Porque foi ela que me “obrigou” – com as devidas aspas – a passar a ter a vidinha típica do português comum, baseada na livre adaptação do ditado “deitar cedo e cedo erguer, porque amanhã é dia de trabalho”.

Pois dizia, que há três anos despontei para aquele tipo de vidinha que parece ser a da maioria dos portugueses. E fiz uma descoberta para a qual vou começar a contribuir com estudo científico a publicar mais tarde numa dessas revistas de renome mundial.
Já sei porque é que os portugueses lêem pouco. Nã, nã, nada tem a ver com o elevado preço dos livros e outras fórmulas, fábulas e tretas que os mais ou menos entendidos vendem por aí. Pura banha da cobra.

O portuguesinho não lê porque se deixa dormir. “O QUÊ???” – perguntam mentalmente na solidão do vosso escritório. Digo de novo: deixam-se dormir a ler. É por isso que não lêem.

Esta é uma constatação cuja configuração comecei a perceber justamente de há três anos para cá. A minha capacidade de leitura começou a ficar diminuida a partir do momento em que passei a exercer o “deitar cedo e cedo erguer, que amanhã é dia de trabalho” ao qual acrescentei “e tenho de levar a rapaziada à escola”.
Passei a levantar-me às sete da manhã, hora precisa a que o hábito me mandava deitar.

O pior foi depois. Quando, noite dentro, peguei nos livros, comecei a perceber, ao fim de três ou quatro noites, que apesar de várias horas pegado ao último romance de Lobo Antunes, a página era sempre a mesma.
Mudei de escritor, troquei de romance, peguei nos clássicos policiais – Le Carré à cabeça – e… nada. Pepetela ficou à espera. Nem Mia Couto, nem Sepúlveda, que me habituara a ler aos pares durante a noite. Nada.
O húngaro Sandor Marai é a última vítima da minha incapacidade. Já vou em quatro noites e não consegui passar da página 18. Ainda antes das duas da manhã, dou por mim encostado. Mão na cara. Cabeça pendente, quase a derrubar a jarra das flores secas que às vezes serve de apoio ao livro.

Dantes, quando entrava numa livraria, via livros. Para ler.
Agora, entro na FNAC e sinto-me ultrajantemente apaixonado por todas aquelas páginas que desconfio não ser capaz de levar à certa e consumar o acto amoroso de as despachar antes de chegar à cama. “Amo-vos a todas!!!, sejam minhas… para sempre!”, - afirma a minha imaginação em profundo deleite. Mas todas as noites elas me viram costas, acomodando-se por debaixo do manto soporífero que antes da entrada da madrugada me tolhe os sentidos.

Estou farto da minha “Vida Normal”.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Sugar kisses


Na linha do post anterior, recordo:
"Lips Like Sugar" dos Echo & The Bunnymen
Lá pelo refrão é possível ouvir "Lips Like Sugar, sugar kisses". Fabuloso. Os sugar kisses e a música.

Pergunto: "Dancez vous, Madame?"




O regresso à escrita estava há muito adiado, mas finalmente chegou o dia. E este não é um dia qualquer. É o dia em que Ségolène visita Portugal.
Perguntam vocês: “Quem é Ségolène?”

Em primeiro lugar devo dizer que se perguntam isso é porque andam a dormir há uns meses.
Em segundo, antes de responder, digo que escrever Ségolène é uma seca por causa dos dois acentos.
Finalmente dizer que Ségolène é a mulher que acaba com o paradigma das mulheres feias na política. Lembrem-se só de Ferreira Leite, de Maria Nogueira Pinto, Golda Meir ou Margaret Thatcher. Ou passem o olhar pelo Parlamento... é de fugir!

Pois Ségolène é a antítese daquelas todas e é a candidata socialista que irá disputar as eleições para a presidência de França no próximo ano.
Olhando para a futura inquilina (acredito eu) do Eliseu - com os seus cinquenta e poucos - apetece dar uma volta e convidar para um jantar romântico seguido de um pé de dança. "Dancez vous, Madame?", pergunto. Espero a resposta doce "Oh! Mais... oui monsieur. Avec plaisir!". Depois o apelido: Royal... hummmm! é melhor que o pudim...
É bonita. Sensual. Um sorriso enfeitiçante. Tem aquele “não-sei-quê” que dá a volta à cabeça de qualquer homem. Podem vê-la hoje, em Lisboa, junto à homenzarrada socialista. Vale mais que perder tempo a olhar a árvore de Natal da Praça do Comércio.

Apesar de tudo, não me iludo. Toda aquela beleza debaixo do animalesco fato político, pré-configura aquilo que muito provavelmente lhe vou chamar dentro de poucos anos: Um verdadeiro Diabo de saias. Platonicamente espero enganar-me.

P.S. - Lembrei-me agora e é bom fazer justiça: está na linha de Teresa Patrício Gouveia, a nossa mais sensual ministra de sempre.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Até sempre...

Passei esta manhã pela Porta Nova. O Zé Luis não estava. No sítio do costume. Onde o vi a última vez.
Fui ao seu encontro. O último.
Cheguei um quarto de hora mais cedo. Ele era “o Zé das pressas”. Não quis atrasar-me.
A Cascata nunca mais será a mesma.

Forte abraço. Até sempre tio.

quinta-feira, novembro 02, 2006

Tributações

A nova lei do Governo que vai permitir às autarquias impor aos clubes de futebol uma tributação aos estádios de futebol está a gerar confusão dentro do mundo da bola.
Enquanto o novel presidente da liga Hermínio Loureiro já veio contestar a lei, o inefável doutor (por extenso) Madaíl veio aconselhar prudência e bom senso na aplicação da lei, lembrando que no caso dos grandes - Benfica, Sporting e Porto – os estádios foram construídos em prol de um evento que promoveu Portugal. Referia-se, claro está, ao Euro 2004.

Até aqui é só conversa da treta. A grande questão tem a ver com a Câmara de Évora.
Como vai o Doutor (também por extenso e com caixa alta, devido à importância) Ernesto tributar os clubes de Évora?
A política tem sido sempre de equidade quando se fala de Lusitano e Juventude. Para não ferir susceptibilidades, quando se dá um cêntimo a um, repete-se ao outro para evitar confusões.
Mas o problema pode complicar-se.

O Juventude continua a ter o mesmo parque desportivo, considerado de interesse público e que ao longo dos anos muito tem feito pela prática desportiva (e não pelo desporto, que isso aí levar-nos-ia por outros caminhos).
O mesmo é válido para o parque desportivo do Lusitano, carregado de história, local onde se jogaram alguns dos mais importantes jogos da história do campeonato português de futebol.
No entanto, no que respeita ao Lusitano de Évora a autarquia vai ter de decidir.
A tributação recairá sobre o velhinho Campo Estrela que se prevê demolido em breve. Ou, será que haverá um imposto especial sobre o novo campo, situado atrás do sol posto, construído sem a necessária revisão do PDM, ao abrigo de um suposto “interesse público”?

Como isto ameaça não ser pacífico e como a lei dá poder peremptório de decisão às autarquias, já se está mesmo a ver que a Câmara de Évora não irá tributar os campos de futebol da cidade.

Já agora, e a talhe de foice (sem martelo, senão pensam logo que se trata de uma intrusão comunista), começa a ser altura de se saber o que se passa com o estádio construído para o jogo Portugal – Cabo Verde.
- está homologado ou não?
- por que razão não se realizam lá jogos?
- o projecto, como prometido, está a evoluir?
- a câmara de Évora já retirou de lá os benefícios tão propalados na altura do estágio da selecção?
- estão marcados estágios de outras equipas, como se dizia que iria “concerteza” acontecer, depois de se saber que existia este equipamento?

Estas nem sequer são as perguntas mais importantes. São apenas algumas para as quais urge respostas.

quarta-feira, novembro 01, 2006

Budapest 1


O Largo abriu-se ao Leste. Os últimos dias foram dedicados a BUDAPESTE. Lembram-se dos Mão Morta? Pois foi assim, sempre a rock'n'rollar...
Histórias para ir lendo por aqui, à medida que o tempo permitir.

Em cima uma foto de um velhinho Trabant, relíquia em extinção num país onde os 45 anos de jugo comunista é hoje uma mera e distante recordação traduzida em souvenirs para o turista.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Sons em 2006

Sons agradáveis neste 2006 que se esfuma
Editors – All Sparks

Outro?

Outro Referendo ao Aborto?
Com uma maioria absoluta no Parlamento e com o próprio Sócrates a incentivar o PS a votar pela despenalização, não se entende o novo referendo.
Ou falta de coragem política ou o senhor Santos das Finanças anda distraído e não fez as contas aos custos de tão inútil acto.

Golpe combinado

Andava por aí a Entidade Reguladora de Electricidade a brincar com o povo e quase aumentava a electricidade em 15,7%, fazendo-nos acreditar que era necessário porque temos andado a pagar pouco (livra!).
Eis senão, quando tudo estava preparado para o grande-golpe-do-ano, surge o super ministro do super governo e diz: “não senhor, quando muito aumenta 6 ou 7 por cento”. Proteja-se o desgraçado do contribuinte. Cheira a esturro não? Ter-se-ão encontrado à esquina, ou foi mesmo combinação de gabinete?

Novo SG... com Jordi

Cheguei a julgar estar surdo. Não estou. Ouvi de passagem o avanço do novo álbum de Sérgio Godinho que deve chegar aos escaparates no início da próxima semana.
Chama-se “Ligação Directa”. Fico directamente ansioso. Pela audição.

Entretanto, já roda por aí o novíssimo de Jordi Savall “Orient – Occident” (ao lado). Imperdível.

terça-feira, outubro 17, 2006

Cigarros Porto

Teimosamente, após várias tentativas, não0 consegui mostrar a pub ao tabaco. Mantenho o post, actualizado com este pequeno texto e espero conseguir mais tarde. A ver vamos, como dizia o cego.

Antigamente, quando vivíamos em ditadura, no tempo da outra senhora, ainda podíamos ouvir estas pérolas da publicidade, numa altura em que a Rádio era menina bonita.
Veio a TV, a globalização e hoje estamos naquela fase persecutória, facista, reaccionária, em que não só não podemos fumar, como não podemos estar ao lado de quem fuma, nem ouvir pub ao tabaco.
Restam-nos estes laivos de liberdade. (espero que funcione)

Greve “à la... câmara”

Greve dos trabalhadores da Johnson Controls em Portalegre. Começou hoje às 6 da manhã. Termina sexta feira à meia noite.

Esta manhã, lá estavam os jornalistas para realizarem a cobertura da greve. Como lhes é vedada a entrada na empresa, ficaram cá fora, na rua, exactamente no local onde, nos últimos tempos, têm passado muitas horas à espera de resultados dos plenários e reuniões negociais.

Trabalhadores em greve, nem vê-los. O que é natural, já se sabia que iam estar dentro da fábrica. Só que para um repórter de televisão, não dá muito jeito cobrir a greve sem imagens.
Vai daí os repórteres das televisões ligaram para a Comissão de Trabalhadores e expuseram o problema. Resposta pronta do outro lado da linha:
“Assim que vocês quiserem, avisem que a gente sai prá rua e paramos aí uns camiões”.
Com a combinação feita, foi só ajeitar os horários e os tempos dos directos e das peças.

Uma verdadeira greve “à la... câmara”.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Poetas...1

DECADE

When you came,
You were like red wine and honey
And the taste of you burnt my mouth with its sweetness.

Now you are like morning bread, smooth and pleasant.
I hardly taste you at all for I know your savour,
But I am completely nourished.

Amy Lowell

Distracção nocturna

Nick Cave - The Ship Song (video)

Uma canção extraordinária. Há anos que me acompanha.

quarta-feira, outubro 04, 2006

Cabidela é que é...

Vieram chef’s de todo o mundo. Até do Líbano - de Israel não, por acaso. De 19 países. Participaram no Concurso Mundial de Receitas de Arroz.
Ele era Risotto cremoso de ancas de rã. Calabacines relleños com salsa avgolemono. Sayadieh de peixe. Arroz de lavagante em panela de barro andina. Bem...
No fim, chega o grande chef português Vítor Sobral e... PIMBA! Ganha o título mundial. Com um simples Arroz de Cabidela. Má nada!

Já agora, instruamo-nos um pouco sobre esta referência nacional:

Cabidela: Prato tradicional, difundido em todo o país, feito geralmente de galinha cortada em pedaços e guisada num molho feito com o sangue não coagulado da ave. (Diz-se também galinha ao molho pardo).
Originária de Portugal, onde era feito com os miúdos e extremidades – ditas cabos, donde o nome do prato -, a cabidela também pode ser feita com outras aves, como pato, ganso, marreco, galinha-d’angola, etc., embora seja a galinha a mais utilizada. O sangue é colhido no momento do abate e misturado com um pouco de vinagre para que não coagule. Os temperos mais comuns incluem pimenta-do-reino, alho e cominho.


Como amanhã é feriado, matem a galinha hoje e... aqui vai a receita:

Arroz de Cabidela
Ingredientes :
1 galinha ;
0,5 dl de azeite ;
3 colheres ( sopa ) de vinagre ;
1 cebola grande ;
2 dentes de alho ;
100 gr de toucinho ;
1 folha de louro ;
1 malagueta ;
1 tigela de arroz ;
Sal q.b.
Confecção :
Aproveite o sangue da galinha deitando-o numa tigela com três colheres de sopa de vinagre para que não coalhe ( como alternativa ao sangue da galinha consulte o seu talho ).Numa panela ponha a refogar no azeite a cebola e os alhos picados.Junte-lhe a galinha cortada aos bocados pequenos e os miúdos ( excepto o fígado ), o toucinho cortado, o louro e a malagueta cortada ao meio.Refogue tudo, tempere com sal e deixe estufar em lume brando.Cubra a carne com água quente, tape a panela e deixe cozer até a galinha ficar macia.Depois de cozida retire a galinha e rectifique a água para que fique na proporção de 3/1 para a cozedura do arroz. Assim que levantar fervura junte o arroz.Três ou quatro minutos antes de ficar pronto junte o sangue, misture-o bem, junte também a carne e deixe apurar.

Receita em http://www.gastronomias.com

segunda-feira, outubro 02, 2006

Foram cardos, são espinhos

Segunda feira. Manhã cedo. Semana de trabalho à porta. Só apetece conversa da treta.
Seja!

Notícia (Correio da Manhã - 1/10): "Manuela Moura Guedes vai voltar a cantar, confirmou ao CM a própria jornalista."

A reacção:
A Associação Nacional de Farmácias informou esta segunda feira ter "inexplicavelmente" esgotado o stock em todas as farmácias do país de tampões para os ouvidos. "Também há muitos anos que não se vendia tanto saco de algodão", terá dito o presidente da daquela associação.